domingo, 27 de abril de 2014

TRAGÉDIA NO JARDIM EUROPA


No sábado, dia 26 de abril de 2014, nos deparamos com a maior tragédia do gênero nos sessenta anos de história de Barroso, um incêndio em uma casa no Bairro Jardim Europa, que ceifou de imediato a vida de quatro crianças inocentes: Ketlen, de 3 anos, David, de 1 ano e 6 meses, ambos filho de Amanda; Beatriz Vitória Guimarães Pinto, de 2 anos, e Gustavo Henrique Celestino Pinto Guiimarães, de 1 ano e 6 meses, filhos de Greice Kelly.

Rafaela Camila Guimarães Martins, de 5 anos, foi socorrida no Hospital de Barroso e mais tarde transferida de helicóptero em estado grave para o HPS João XXIII em Belo Horizonte, tendo também falecido horas depois.

Enalteço o comprometimento e a competência da equipe do Hospital, médicos, enfermagem, recepcionistas, pessoal do RX, farmacêutico e pessoal da farmácia e da administração que, juntamente com a equipe do SAMU,  auxiliou no esforço de manter viva a menina Rafaela enquanto esteve sob os cuidados do Hospital de Barroso.

Os meus profundos sentimentos a toda as famílias enlutadas pelo trágico acontecimento.

Como homem público, tenho que pensar sobre o que pode ser feito, para que os lamentáveis acontecimentos que presenciamos não se repitam. Imagino que em Barroso ainda existam muitas casas cujas instalações elétricas estejam com problemas que possam causar algum curto circuito, provocando incêndio com danos irreparáveis e sacrificando vidas.

Vou propor que a Prefeitura prepare uma equipe de brigada de incêndio, composta, sobretudo, por eletricista e bombeiros, apoiando as pessoas que tenham casas em situações de riscos em suas instalações elétricas, para corrigir possíveis distorções, fornecendo inclusive os materiais necessários para a revisão das instalações das casas que tenham risco de incêndio.

A segurança e a qualidade de vida das pessoas e das famílias são fatores que justificam todo esforço e todo investimento que for necessário dos poderes públicos.

Que nenhuma família de Barroso experimente o sofrimento das famílias vitimadas e que todos nós da esfera pública e das organizações privadas estejamos irmanados para que as casas estejam seguras para se evitar tragédias como a que chocou Barroso e chamou a atenção de toda mídia brasileira.


Que Deus abençoe e fortaleça as famílias vitimadas.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

GERALDO NAPOLEÃO DE SOUZA, UMA OBRA IMORTALIZADA


Hoje, 21/04/2014, completam-se 25 anos da passagem para a vida eterna de Geraldo Napoleão de Souza.

Dentre todas as suas obras, gostaria de destacar neste espaço, por ocasião da data, três pilares fundados por ele e que, passados mais de 50 anos, repercutem até os dias de hoje na vida dos barrosenses.

Economia

O primeiro pilar no setor econômico, a implantação da indústria cimenteira, que alavancou o progresso de Barroso. O primeiro esforço, da Sociedade dos Amigos de Barroso, presidida por Geraldo Napoleão de Souza. para a montagem da fábrica de cimento em Barroso foi em 1946, através do empresário Américo Renné Giannetti.

Esperança que se fortaleceu, pois passados alguns meses dos primeiros contatos, Milton Campos, Governador do Estado de Minas Gerais, nomeou Américo como Secretário da Agricultura, Indústria e Comércio. Imediatamente Geraldo Napoleão de Souza, Presidente da Sociedade dos Amigos de Barroso, juntamente com Epifânio Barbosa, dirigiram-se a Belo Horizonte para uma audiência com o Secretário. Para decepção dos mensageiros, Américo Gianete informou que por injunções políticas a fábrica de cimento seria implantada em Antônio Carlos. Com a emancipação política de Antônio Carlos em 1948 (antigo distrito de Barbacena) as injunções políticas se arrefeceram e a implantação da industria cimenteira foi postergada.

Em 1950 chegou a Barroso o engenheiro químico Wagner de Carvalho Coutinho, emissário do Grupo Paraíso, pertencente a Severino Pereira da Silva, para a sondagem dos materiais necessários à implantação da indústria cimenteira daquele grupo em Antônio Carlos.

Imediatamente, Geraldo Napoleão de Souza, que era Vereador em Dores de Campos, representando o Distrito de Barroso, entrou em contato com o emissário do Grupo Paraíso para apresentar a ele um memorial demonstrando as vantagens de se instalar em Barroso a indústria cimenteira, destacando as grandes reservas de calcário e a possibilidade do fornecimento de energia elétrica pela CEMIG que já estava construindo a Central Elétrica de Itutinga, além da isenção de tributos municipais por dez anos.

O entusiasmo do engenheiro Wagner de Carvalho Coutinho com o memorial, foi fundamental para a resposta positiva do Grupo Paraíso. Dias depois, foi confirmada a decisão de instalar em Barroso a indústria cimenteira, condicionada, no entanto, à aquisição do terreno para a sua instalação. Mais uma vez, Geraldo Napoleão, apoiado por Epifânio Barbosa e Jayme Ladeira, entrou em ação e procurou o Senhor Faustino Soares de Almeida, que aceitou vender o terreno para o Grupo Paraíso. Foi lavrada imediatamente a escritura de promessa de compra e venda, funcionando Geraldo Napoleão como escrivão ad-hoc, na ausência do titular do cartório local.

No dia da escritura definitiva do terreno para a instalação da fábrica de cimento, o Diretor Paulo Mário Freire, à porta do cartório, disse a Geraldo Napoleão que em agradecimento à cooperação dos barrosenses, a sua empresa teria o nome de Companhia Portland de Cimento Barroso.

A implantação da indústria cimenteira iniciou em 1951 e foi inaugurada em 15 de agosto de 1955, fincando o primeiro pilar para o desenvolvimento econômico sustentável de Barroso.

Hoje, no momento em que a indústria realiza mais um investimento de monta, vale a pena rememorar a história de sua implantação e observar a relação íntima entre o crescimento e o desenvolvimento da cidade e a produção do cimento.


Educação

O segundo pilar envolveu a educação. Informado da existência da CENEG - Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, Geraldo Napoleão de Souza, como primeiro Prefeito do Município de Barroso, trouxe à cidade o administrador da CENEG, Dr. Eduardo Rios Neto, para falar para a comunidade sobre a importância de se instalar um ginásio na localidade.

Após grandes esforços, incluindo o apoio do Padre Luiz Giarola Carlos que aceitou ser o primeiro Diretor do Ginásio, em 1957 foi publicado no Diário Oficial a portaria do MEC autorizando o funcionamento do ginásio em Barroso.

No dia 17 de agosto de 1955, o Prefeito Geraldo Napoleão de Souza sancionou a Lei nº 85, criando a taxa pró-ginásio, que garantiria 5% (cinco por cento) sobre os impostos municipais, para a manutenção do ginásio em Barroso, para vigorar a partir de 1º de janeiro de 1958, cujo funcionamento se iniciou em 1959 com o nome de Ginásio São José.

O Ginásio foi essencial à formação educacional e cívica do povo de Barroso. Em uma época de raríssimas oportunidades educacionais e de analfabetismo endêmico, o Ginásio São José formou toda uma geração de lideranças, políticos, empresários e profissionais barrosenses que contribuíram e continuam contribuindo, cada um à sua maneira, para o desenvolvimento da cidade.


Saúde e Assistência

O terceiro pilar foi a criação do Instituto Nossa Senhora do Carmo, que teve os seus estatutos registrados no Cartório de Títulos e Documentos da Comarca, sob o nº 65, fls. 27 a 29 do livro B-1, em 30 de janeiro de 1958. No momento de sua fundação, Padre Luiz Giarola Carlos foi seu Presidente e Geraldo Napoleão de Souza seu Diretor Geral.

As atividades na área da saúde foram iniciadas com a inauguração do Posto de Puericultura de Maternidade em 4 de outubro de 1959, à Praça do Rosário, 28, onde hoje funciona o Colégio Invictus, sucessor do Colégo São José. A importância do Instituto Nossa Senhora do Carmo é percebida diuturnamente pelos barrosenses que procuram a atenção médica no Hospital Macedo Couto e a atenção geriátrica no Asilo Nossa Senhora de Fátima.



Neste espaço limito-me a esses três grandes pilares que contaram com a iniciativa, a perseverança e a inteligência de Geraldo Napoleão de Souza, no desenvolvimento econômico e no desenvolvimento social, na educação e saúde.


A oportunidade dos 25 anos da passagem de Geraldo Napoleão de Souza pode ser um momento marcante para rememorarmos conquistas históricas que repercutem decisivamente na vida dos barrosenses até os dias de hoje.

domingo, 20 de abril de 2014

FELIZ PÁSCOA


Estamos celebrando a ressurreição de Jesus Cristo, momento maior da fé cristã.

A palavra Páscoa vem do hebreu "Peseach" que significa "passagem", comemorada também pelos judeus, com outro motivo, ligado ao Antigo Testamento, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde eram escravos, realizando a passagem do Mar Vermelho.

Jesus também  comemorava a Páscoa com os seus discípulos, onde representou seu corpo e o seu sangue, utilizando-se do pão e do vinho, para comungar o momento em que se preparava para se entregar aos soldados no seu caminho para o calvário, que culmina com o grande dia de hoje, a passagem da morte para a vida, a sua ressurreição.

A Páscoa para nós cristãos representa a passagem da morte para a vida, onde a comunhão significa este estado de graça, que deve ser compartilhado com os irmãos, nas boas ações e nos bons costumes, como contraponto a um mundo cada vez mais individualista, onde o amor ao próximo se sucumbe num cenário de trevas, onde a ressurreição torna-se a luz de esperança para um mundo renovado.


Feliz Páscoa a todos os barrosenses, mineiros, brasileiros e pessoas de todo o mundo, onde o amor ao próximo deve ser a língua universal, para o compartilhamento de ideias para a construção de um mundo melhor.

terça-feira, 15 de abril de 2014

CONCURSO PÚBLICO, QUANDO HAVERÁ?


A Constituição da República do Brasil de 1988 trata com clareza do assunto de contratação de servidores públicos, através de concurso público, onde a Carta Magna se ancora na "impessoalidade"  que deve presidir a iniciativa, garantindo oportunidade ao cidadão de concorrer a uma vaga na carreira pública.

Observamos uma série de irregularidades, sobretudo nas Prefeituras Municipais onde os gestores ficam vários mandatos sem realizar o concurso público, ao arrepio da Carta Magna.

O Promotor de Montes Claros teve uma iniciativa interessante, que poderia ser copiada pela Promotoria de Barroso e da região. Considerando o alto custo de um concurso público isento e bem preparado, na região de Montes Claros a Promotoria está tratando do compartilhamento do concurso público entre vários municípios, a ser realizado pela Universidade de Montes Claros, com os custos rateados entre os municípios que aderirem à ideia.

No caso de nossa região, poder-se-iam as Prefeituras contratar a Universidade Federal de São João del-Rei, por exemplo, que prepararia as provas e faria também a aplicação do concurso público  para todas as Prefeituras que aderirem a este esforço conjunto. Os gastos poderiam ser rateados entre elas, o que reduziria drasticamente os custos, sem se considerar a segurança e a lisura da iniciativa.

Espero que esta sugestão ilumine os atuais prefeitos desta região para compor e/ou recompor os seus quadros de servidores, para o bem dos próprios servidores e, sobretudo, dos contribuintes que pagam os impostos e que merecem um tratamento digno.

segunda-feira, 31 de março de 2014

50 ANOS DO GOLPE DE 1964

Hoje, 31 de março de 2014, completam-se 50 anos do golpe de 1964.


Um fato interessante é que associa-se o golpe aos militares mas, salvo melhor juízo, creio que foi um golpe político militar, onde governadores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, lideraram o movimento com o apoio das forças armadas para derrubar o Presidente João Goulart (PTB), que substituíra o Presidente Jânio Quadros (UDN) que renunciou em 1961.

Voltando um pouco a 1960, registro um relato de minha irmã Ana Maria, que estudava no Colégio Nossa Senhora das Dores de São João del-Rei e residia na casa de meu tio Patafú e de tia Margarida:
Jânio Quadros(UDN), durante a campanha para Presidente da República que disputava com Lott (PSD), foi recebido pela população no aeroporto de São João del-Rei por uma grande multidão. Como tia Margarida tinha simpatia por Jânio Quadros, pediu ao tio Patafú para ir ao aeroporto receber o candidato da UDN, quando Ana Maria acompanhou o casal ela ficou impressionada com a recepção ao Jânio Quadros. Em todas as casas das ruas e avenidas por onde passou a comitiva, as pessoas ostentavam em suas janelas a "VASSOURA" - símbolo da campanha de Jânio Quadros para sinalizar que faria uma varredoura em todas coisas erradas no Governo Federal.

Infelizmente, Jânio Quadros chegou à Presidência e pouco tempo depois renunciou, uma vez que, segundo alguns historiadores, imaginava voltar a Presidência com o apoio do povo, para quem sabe talvez, fechar o Congresso Nacional e assumir a ditadura.

Felizmente, o povo não se manifestou como Jânio imaginava e, a contra gosto das forças armadas, assumiu o Vice-Presidente João Goulart (PTB), que sempre foi influenciado pelo seu cunhado Leonel Brizola, Governador do Rio Grande do Sul.

A ocupação do cargo por João Goulart somente foi possível após um acordo com a implantação do parlamentarismo - oportunidade em que Tancredo Neves foi o Primeiro Ministro -, situação que durou pouco tempo, pois João Goulart promoveu um plebiscito para que o povo escolhesse entre o parlamentarismo e o presidencialismo. No plebiscito o presidencialismo foi vencedor.

De 1961 a 1964, vivia-se um cenário de preocupação com o comunismo, pois era o tempo da guerra fria entre os Estados Unidos e a Rússia, e o Presidente João Goulart, influenciado pelo seu cunhado Leonel Brizola, exteriorizava idéias fortemente esquerdistas que preocupavam lideranças direitistas.

No dia 30 de março de 1964, contrariando os seus conselheiros mais próximos, João Goulart compareceu ao ato pelos 40 anos da Associação de Subtenentes e Sargentos da PM, no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, onde fez seu último discurso como Presidente da República, pregando a observância da lei e da ordem, mas defendendo a reforma de base e um país com mais justiça social.



Essa ação de João Goulart assustou definitivamente os militares, pois foi um desrespeito à hierarquia militar, o que levou o General Mourão a antecipar o golpe.

Um historiador conta que, durante a tarde, Tancredo Neves estava em seu apartamento em Copacapabana, quando João Goulart ligou para ele e leu o discurso que faria na Associação de Subtenentes e Sargentos, ocasião em que fez para ele o seguinte comentário:"Belo discurso, mas talvez custe a Presidência da República".

Também o Senador Juscelino Kubstichek esteve com João Goulart no Palácio das Laranjeiras e disse a Jango: "Jango, o movimento está em marcha, é coisa séria e você só tem uma chance de preservar o poder e continuar na Presidência. Faça um manifesto à nação imediatamente tornando clara a repulsa ao comunismo, anuncie o ministério de perfil mais conservador, garanta anistia aos militares sublevados e, por fim, assegure a punição aos marinheiros que desafiaram a autoridade do Ministro da Marinha, que deixou o cargo."

Não acatando as orientações de Tancredo Neves e de Juscelino Kubstichek, a situação tornou-se insustentável.

O Governador Magalhães Pinto (UDN), por Minas Gerais, Carlos Lacerda (UDN), Governador do Rio de Janeiro e Ademar de Barros, Governador de São Paulo, já estavam tramando com as forças armadas a derrubada de João Goulart e às 4 horas do dia 31 de março de 1964, em Juiz de Fora, o general Mourão Filho começou a movimentar as tropas em direção ao Rio, em conjunto com as do general Carlos Guedes, comandante em Belo Horizonte.

O Presidente João Goulart, que não queria que houvesse derramamento de sangue, foi para o Rio Grande do Sul e de lá asilou-se no Uruguai.

A Presidência foi, então, assumida pelo presidente do Congresso, Ranieri Mazili, seguido pela eleição indireta de Castelo Branco e assim sucessivamente, por vários presidentes militares, por 21 anos, numa ditadura que policiou a imprensa e as liberdades individuais, perseguindo os opositores aos regimes e decepcionando os políticos como Magalhães Pinto, Ademar de Barros e sobretudo Carlos Lacerda, que imaginava que um ano depois haveria eleição direta e ele sairia candidato. Deu tudo errado e Carlos Lacerda, como outras lideranças importantes, como Juscelino e Fernando Henrique Cardoso, foram caçados e exilados para outros países, onde ficaram por longos anos até a anistia que permitiu os seus retornos ao Brasil.




Foram períodos muito fortes, que ceifaram muitas vidas e mutilaram muitos opositores. Esperamos que esses tempos não voltem mais e que possamos continuar no caminho da democracia, da liberdade de imprensa, sem corrupção mas com respeito às leis, com um Congresso e um Judiciário fortes, para ter força para inibir ações do Executivo que contrariem a Constituição e submetam as minorias e opositores, fatores que comprometem um Brasil verdadeiramente democrático.



Que o Brasil se transforme numa verdadeira república, descentralizada, com Estados e Municípios tendo maior importância e participação na arrecadação dos impostos para, com a descentralização dos recursos, o povo possa ser melhor atendido na saúde, na educação e na segurança.

domingo, 16 de março de 2014

G2 E 10

Maria das Graças e eu temos muito orgulho de nossos filhos, Denise, Geraldo e Antônio, além de sobrinhos que nos tratam como tios, pais e avós.
O Geraldo é um esportista e participando de várias provas no torneio de natação realizado no CECLANS no dia  15 de março de 2014, competiu com esportividade reconhecendo o desempenho dos nadadores que foram vencedores nas várias provas em que também participou..
Na prova principal, estilo crowl, Geraldo foi o vencedor recebendo a medalha de ouro, o que não nos surpreendeu pela sua condição atlética, que normalmente nada 2000 metros na piscina do CECLANS.
O G2 como é conhecido é um jovem de grande caráter e uma pessoa muito generosa, atencioso com as crianças, com os idosos e com as pessoas que dirige, além naturalmente de sua paixão pelo meio ambiente, causa que abraça concretamente realizando anualmente a campanha "PLANTE UMA ÁRVORE".
Nesta oportunidade parabenizo os organizadores do torneio de natação, muito importante para as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos. Verdadeiramente o esporte é a melhor campanha preventiva contra as drogas, lícitas e ilícitas.
Será interessante o CECLANS ter um professor de natação, para orientar os nadadores sobre as técnicas corretas, que naturalmente melhoram o desempenho dos nadadores. A competição é muito interessante por manter vivo o interesse dos nadadores pela prática da natação, estimulando a manutenção da forma física e técnica.
Parabéns ao G2, aos competidores e aos organizadores das provas.




sexta-feira, 7 de março de 2014

CÂMARA HOMENAGEIA AS MULHERES


Foto: Câmara municipal de Barroso


Hoje, 7 de março de 2014, "Dia Internacional da Mulher", em reunião solene, a Câmara Municipal homenageou as mulheres na pessoa de Leila Barbosa, que recebeu a medalha "Dona Quininha", que destaca mulheres que se dedicam às causas sociais e culturais de nossa Barroso. Neli Pacheco recebeu o Título de Cidadã Honorária de Barroso e, como honra ao mérito, nas áreas de atuação no esporte, na culinária, na música, no ensino, na educação e na atuação na liderança dos Doutores do Riso e na Paróquia de Sant'Ana, foram homenageadas com o diploma: Ana Carolina, Trintade Souza, Madalena, Maria da Conceição Pires, Maria do Livramento e Marilac.

Com um discurso poético, falou pela Câmara a Vereadora Wanderléia e, pelos homenageados, falou Leila Barbosa, que sempre exterioriza a sua cultura e o seu conhecimento linguístico. Falou em nome da Senhora Prefeita, a Secretária da Fazenda, Natália, seguida pela Juíza da Comarca de Barroso Dra. Valéria Possas Dornelas.

Gostaria de descrever algumas linhas sobre Dona Quininha, que faleceu em agosto de 2008 com 83 anos de idade.

Esposa do primeiro prefeito de Barroso, Geraldo Napoleão de Souza, foi a primeira Dama do município, totalmente comprometida com as causas sociais de Barroso, pois podia dedicar-se ao social por ter o apoio de sua mãe, a saudosa Dona Naná, que cuidava de seus netos, José Geraldo, Tuia, Ana Maria, Tonho, Quinho e Luiza. Dona Naná viveu na companhia de sua filha durante quarenta anos, quando faleceu em 1975. Dona Quininha liderava os movimentos sociais de Barroso, na música, no esporte e na Matriz de Santana durante 70 anos de sua existência.

Em 1968, quando o Cônego Luiz Giarola Carlos voltou para a Paróquia de Sant'Ana para substituir o Padre Juvenal, se mostrou um pouco desanimado diante das dificuldades de manter o Hospital, que funcionava na Praça Gustavo Meireles, onde funciona hoje o Colégio Invictus. O Hospital era mantido pelo Instituto Nossa Senhora do Carmo, criado pelo próprio Cônego Luiz, em 4 de outubro de 1959.

Dona Quininha, corajosa como sempre foi e que não se intimidava diante dos obstáculos, levantou a moral do Cônego Luiz, dizendo que ia levantar recursos para garantir o funcionamento do Hospital e criou as Voluntárias do Instituto Nossa Senhora do Carmo, que presidiu durante quarenta anos até a sua morte em 2007.

Inicialmente as Voluntárias dedicaram-se a levantar recursos para o Hospital e, posteriormente, à manutenção do Lar Nossa Senhora de Fátima (Asilo).

Um fato histórico ocorreu na Festa da Bondade, para levantar recursos para o Hospital, oportunidade em que foi lançado o Hino de Barroso. A pedido da Dona Quininha, o Poeta Paulo Terra escreveu o Hino e o Tenente Leitão da Polícia Militar de Barbacena compôs a música.

É importante destacar que Dona Quininha nunca recebeu um centavo de nenhum órgão público, dedicando toda a sua vida às causas sociais de Barroso, no esporte, como jogadora de Voleibol, na música, como violinista, na cultura, organizando festas, na saúde, ajudando a manter o Hospital, na assistência social, ajudando a manter o asilo, na Igreja participando de várias áreas, tudo de forma sempre voluntária. É um grande exemplo do valor e da importância de uma Mulher.

Registre-se ainda a doação do terreno no Bairro Nova Barroso para a Paróquia de Sant'Ana, que juntamente com a doação de seu filho Arthur Napoleão, permitiu a construção do CEPAS numa área de 600m².

Por iniciativa do ex-Presidente da Câmara, Vanilton Antônio de Barroso, com apoio de todos os Vereadores, foi criada a comenda "Dona Quininha", para no "Dia da Mulher" a Câmara homenagear anualmente uma mulher comprometida com as causas sociais e culturais de Barroso.

Homenageando esta grande barrosense, homenageio todas as mulheres de Barroso, de Minas Gerais, do Brasil e do Mundo.