terça-feira, 13 de agosto de 2013

O PARTO NORMAL É NORMAL

Participando na Ortópolis com o grupo da saúde, iniciamos a discussão preliminar sobre os índices apresentados pelo Observatório de Barroso, notadamente com a atenção voltada para os indicadores da saúde.
No pouco tempo que pude estar presente, em função da reunião da Câmara Municipal, o elevado índice de partos cesáreos que suplantou os 60%, foi um dos resultados que despertou a atenção dos presentes.
Todos os trabalhos científicos são conclusivos nesta matéria. O parto normal é menos arriscado e muito mais benéfico para a gestante e para o bebê.
Infelizmente temos observado que diferentemente de países avançados como a Noruega e outros países da Europa, o índice de cesáreas é da ordem de 15%, com 85% de partos normais, enquanto no Brasil, nos planos de saúde, por exemplo, este índice chega a 80%.
Os partos cesáreos no Brasil teriam se tornado uma cultura das gestantes e dos obstetras?
O que fazer? Tudo pode ser feito, mas nada será feito enquanto não se começe. Vamos começar a discutir, envolvendo todos os interessados, gestantes, médicos obstetras, enfermeiras obstetrizes e representantes do hospital, do governo federal, estadual e municipal.
Parto normal é normal.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MARCOS TADEU NAPOLEÃO DE SOUZA


Da esquerda para a direita: Enrique Natalino; José Antônio; Fábio João Pinheiro; Baldonedo Napoleão; Eu; Quinho e Antônio Claret - Brasília, maio de 2013

Também hoje, 5 de agosto, é  aniversário de meu irmão Marcos Tadeu Napoleão de Souza, conhecido de forma carinhosa como Quinho.


Após trabalhar vários anos como Técnico da Fundação João Pinheiro de Belo Horizonte, realizado o seu mestrado e lecionado na PUC, ele passou no concurso para ser Assessor Legislativo da Câmara dos Deputados em Brasília, disputando com vinte mil candidatos.

Já trabalha na Câmara dos Deputados há vários anos e tem orientado os Deputados na formulação de projetos importantes, como também, na elaboração de pareceres sobre importantes matérias que transitam no Congresso Nacional.

O Quinho foi também um grande jogador, sobretudo de futebol de salão, exímio driblador, participou de dos cinco primeiros campeonatos de futebol de salão do Clube Recreativo Barrosense, do mês de julho, defendendo as cores do BIG no primeiro campeonato e UNIVERSITÁRIOS nos quatro anos seguintes, sagrando-se penta-campeão nos memoráveis torneios de julho do CRB.

Apesar de estar radicado em Brasília em função de seu importante cargo, filho de Geraldo Napoleão de Souza e Joaquina de Souza, está sempre ligado às coisas de Barroso, sobretudo acompanhando a tramitação de documentos do Instituto Nossa Senhora do Carmo e debatendo sobre importantes questões para o futuro do município.

Demonstrando o seu bairrismo, quando a pessoa perguntava a ele onde ficava Barroso, ele indagava se a pessoa já ouviu falar sobre Barbacena, São João del-Rei  e Tiradentes, o que certamente o interlocutor respondia positivamente, ao que o Quinho orientava a pessoa: "Estas cidades fazem parte da grande Barroso", por se situarem em seu entorno.

Parabéns meu irmão, feliz aniversário com votos de muitos anos de vida e que Deus continue o iluminando em sua brilhante carreira, a serviço do Brasil.

DIA NACIONAL DA SAÚDE

Hoje 5 de agosto de 2013, é o "DIA NACIONAL DA SAÚDE".

É uma data importante que deveria sensibilizar os poderes públicos, sobretudo o Governo Federal, para atender o clamor das ruas, garantindo recursos para o melhor funcionamento do Sistema Único de Saúde - SUS, uma proposta bem imaginada mas que subfinanciada fica depreciada no subconsciente da população brasileira.

Proporcionalmente ao seu Produto Interno Bruto - PIB, o Brasil é um dos países que menos aplica em saúde e percebo que o Governo Federal situa-se numa zona de conforto, pois a assistência médico-hospitalar, diferente da atenção primária, é mais cara e mais urgente e tem sido garantida pelas entidades filantrópicas, que atendem 50% das demandas do SUS.

Neste cenário em que os poderes públicos não dispõem de instalações suficientes para atender as demandas da assistência médico-hospitalar, apoiam-se nos Hospitais filantrópicos, remunerando apenas 60% de seus custos, levando-os ao endividamento. Associado a isso, temos as prefeituras municipais que, em geral, não investem o suficiente para suprir déficit de investimentos federais.

Espero que o Congresso Nacional garanta os 10% da receita bruta do Governo Federal para o SUS, para permitir um melhor funcionamento do Sistema, para o bem do povo brasileiro. Isso, claro, sem se falar dos 25% dos royalties do pré-sal que a longo prazo também poderão contribuir para a saúde.

A esperança é a última que morre, vamos acreditar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

OBRIGADO SÃO JOÃO DEL-REI


Este mês de agosto (1º de agosto de 2013), é para mim uma momento histórico, pois há 40 anos (1º de agosto de 1973), iniciei a minha carreira profissional em São João del-Rei como professor dos cursos de administração e economia e posteriormente da engenharia da Fundação Municipal, de onde se originou a UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei.

Logo no início realizei a minha primeira especialização em contabilidade na Universidade do Vale dos Sinos, em São Leopoldo na Grande Porto Alegre.

Em abril de 1979 assumi também a administração do Hospital de Nossa Senhora das Mercês, após terminar a minha especialização em  Administração Hospitalar na Faculdade São Camilo em São Paulo, um centro de excelência em administração hospitalar no Brasil.



Em 1980, além de professor, fui também nomeado administrador da Fundação Municipal de São João del-Rei.

Entre 1983 e 1985 fui também consultor da Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei, mantendo todos cargos citados anteriormente, sem se falar de Barroso, como administrador do Hospital e como Vereador.

Em 1983, juntamente com o Dr. Milton Viegas e os Professores Newton Damásio de Paula Santos e José da Rocha Neto, estivemos em audiência com o Governador do Estado de Minas Gerais, Tancredo de Almeida Neves, em seu gabinete no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte, para pleitear a transformação da Fundação Municipal de São João del-Rei na Universidade dos Inconfidentes, um sonho de Tiradentes. "Não vou tirar isto da minha cabeça", foi a afirmação de Tancredo Neves.

Em 1985, Tancredo Neves é eleito Presidente da República e a nossa esperança na Universidade torna-se mais aguçada. Na sequência, tristemente, Tancredo morre e assume o Vice-Presidente José Sarney, a chama da esperança diminui.

Em 1985 fomos em missão ao Solar dos Neves em São João del-Rei, para visitar a viúva de Tancredo Neves, Dona Risoleta Neves, e distingui-la como madrinha da Universidade. Solicitamos a ela que abraçasse a causa, um sonho de Tiradentes e de Tancredo Neves, para levar o nosso pleito ao Presidente José Sarney.

Em 1986, José Sarney lança o Plano Cruzado para debelar a inflação e os rendimentos das aplicações financeiras que eram elevados, caem para 6% ao ano. Essa mudança conjuntural gerou um alerta sobre a situação financeira da Fundação Municipal, uma vez que se utilizava a aplicação do crédito educativo, que chegava em janeiro, para,  com os rendimentos dessas aplicações, fechar as contas no final do ano.

Reuni imediatamente o Presidente e os Diretores das Faculdades para apresentar-lhes as drásticas medidas que teriam que ser tomadas para manter funcionando Fundação Municipal. O Conselho Deliberativo recusou-se a promover a reengenharia financeira e acolheu a proposta do Presidente Milton Viegas de tentar reverter o quadro através da busca de recursos nos governo estadual e federal, o que não aconteceu.

O Presidente José Sarney encaminha o Projeto de Lei da Federalização da Fundação para o Congresso Nacional, onde algumas correntes não se sensibilizavam com a ideia.

No início de setembro de 1986, reuni-me com a Diretoria e o Conselho Deliberativo da Fundação para expor a necessidade de um empréstimo de Cr$600.000,00 (seiscentos mil cruzeiros) para garantir o funcionamento da Fundação Municipal. O empréstimo visava garantir o cumprimento dos compromissos, sobretudo com os professores e funcionários até o fim do ano de 1986, enquanto o projeto tramitava no Congresso Nacional.

O Conselho Deliberativo aprovou, mas tive que assumir o aval do empréstimo no Banco Crédito Real de Minas Gerais, juntamente com o Jorge Haddad da Colegial, tendo em vista que os outros membros do Conselho não se dispuseram a assumir o risco.

Dezembro de 1986. O Congresso Nacional aprova a Lei criando a Fundação Universitária de São João del-Rei - FUNREI que depois veio a se tornar UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei. O governo libera inicialmente Cr$10 milhões de cruzeiros para instalar a nova unidade Federal de Ensino e nomeia o Professor João Bosco de Castro Teixeira como seu Diretor Executivo.

Participei, em 1987, da implantação da FUNREI e ocupei inicialmente o cargo de Diretor Financeiro, implantando todo o sistema federal de contabilidade e finanças da nova unidade, mesmo continuando como professor.

Deixei naquela oportunidade a administração do Hospital de Nossa Senhora das Mercês e do Hospital de Barroso, colocando em meu lugar as minhas alunas Márcia Assis e Silvana Moura, respectivamente, para dedicar-me exclusivamente à FUNREI.

Em 21 de abril de 1987, em reunião solene em São João del-Rei, o Presidente José Sarney sanciona a Lei que deu origem oficialmente à FUNREI e posteriormente a UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei, da qual fui Pró-Reitor de Planejamento (denominado anteriormente Vice-Diretor).


Em 1997 aposentei-me por tempo de serviço na UFSJ e atendendo ao chamado do Dr. Vaz de Melo, fui administrar a Clínica Clínica São Lucas com a responsabilidade de regulamentar o PLAMEDH, o plano de saúde daquela Clinica, o que se concretizou em 1989.

Em dezembro de 2012, deixei o PLAMEDH e, atualmente, presto serviço como consultor da Clínica São Lucas, reduzindo assim as minhas idas a São João del-Rei, cidade onde os sinos falam, cidade que me abraçou ao longo desses quarenta anos e da qual sou eternamente grato.