sexta-feira, 3 de junho de 2011

O COPROCESSAMENTO NA PRODUÇÃO DE CLINQUER

O meu filho Geraldo Napoleão de Souza Neto terminou o seu curso de Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente pela COPPE/UFRJ - MBE, no Rio de Janeiro.

A sua monografia de conclusão de curso foi um estudo de caso sobre o COPROCESSAMENTO NA PRODUÇÃO DE CLINQUER - O CASO DA HOLCIM BARROSO.

Em função da Campanha da Fraternidade de 2011 que teve o meio ambiente como foco central, a questão do COPROCESSAMENTO pela fábrica de cimento voltou a ser falada, sobretudo sobre as suas possíveis consequências sobre a saúde da população, que poderia estar causando câncer e ampliando os casos em Barroso.

O G2, como é popularmente conhecido, debruçou-se sobre o caso, fazendo dele a sua monografia, oportunidade em que estudou todo o sistema utilizado pela Holcim e os possíveis danos ao meio ambiente.

Além disto, ele também se ancorou nos dados estatísticos produzidos pelo DATASUS, do período de 1996 a 2006, sobre a mortalidade por câncer em Barroso e em um grande número de municípios desta região e de Minas Gerais, inclusive Belo Horizonte, além de Carandaí e Pedro Leopoldo que também adotam o coprocessamento na produção de clínquer.

Após o acompanhamento de todo o modelo do coprocessamento, G2 concluiu que os órgãos ambientais exercem um sério controle sobre os resíduos, desde a sua origem até o destino final, destacando inclusive que os resíduos não causariam maior impacto ao meio ambiente ou a saúde dos habitantes de Barroso.

Destacou que a Holcim tem como política praticar índices muito inferiores aos índices preconizados pelos órgãos ambientais e quanto ao aspecto da mortalidade por câncer, entre quase cem municípios analisados, Barroso se encontra entre os municípios com menores incidências de morte por câncer, situando-se na sétima melhor posição de saúde oncológica entre esses.

Abordado o aspecto da segurança e do controle do coprocessamento, G2 enfatiza que se o material que é coprocessado fosse jogado na natureza, seria muito pior para o meio ambiente, sobretudo pela contaminação do subsolo. Se de um lado está colaborando com o meio ambiente e com a natureza, de outro, com a economia globalizada e a abertura dos mercados, as cimenteiras brasileiras não teriam como competir com o cimento importado, se não se realizasse o coprocessamento, sobretudo pela apreciação do real em relação ao dólar.

Além de não gastar a Holcim ainda recebe das empresas que transferem os resíduos para coprocessá-los pagando também à Prefeitura Municipal de Barroso o ISSQN pela atividade.

Parabéns Geraldo pela sua contribuição para novas possibilidades de compreensão dos fenômenos relacionados à nossa apaixonante natureza. Os seres humanos ainda vão agradecer-lhe pela sua dedicação e preservação do meio ambiente.

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